Meta lança Muse Spark Open e entra na briga com a China pelos modelos de IA abertos
Empresa diz ter o modelo aberto mais capaz já feito nos EUA, mas licença impõe condições comerciais

A Meta lançou na quinta-feira (15) o Muse Spark Open, um modelo de inteligência artificial de “pesos abertos”. Na prática, isso significa que desenvolvedores podem baixar o modelo e adaptá-lo aos próprios projetos, algo que não é possível com sistemas fechados como o ChatGPT, da OpenAI, ou o Claude, da Anthropic.
O chefe de IA da Meta, Alexandr Wang, classificou o lançamento como o modelo aberto mais capaz já produzido nos Estados Unidos. A empresa afirma que ele se equipara e, em alguns testes, supera os principais concorrentes chineses.
O que ele faz
O modelo tem 816 bilhões de parâmetros no total, mas usa cerca de 42 bilhões por vez, o que o torna mais eficiente. Ele aceita texto, imagem, áudio e vídeo como entrada e tem janela de contexto de cerca de 1 milhão de tokens. Segundo a Meta, foi pensado para tarefas longas de programação, raciocínio em várias etapas e uso como agente.
Apesar do tamanho, a empresa diz que é possível rodá-lo fora de grandes data centers, por exemplo em dois Mac Studio de última geração conectados. Mesmo com compressão, ele exige mais de 256 GB de memória.
Aberto, mas com regras
O Muse Spark Open não é código aberto no sentido tradicional. Ele é distribuído sob uma licença própria da Meta, com limites comerciais. Empresas que usarem o modelo precisam exibir de forma visível a informação de que o produto foi feito com ele.
O lançamento marca a volta da Meta aos modelos abertos depois da linha Llama, que vinha perdendo espaço. Nos últimos anos, empresas chinesas como Alibaba, Moonshot AI e Z.ai assumiram a liderança nesse segmento.
