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Anvisa manda apreender lotes de remédio contra câncer por suspeita de falsificação

Dois lotes do imunoterápico Keytruda tinham características diferentes do original; venda, distribuição e uso estão proibidos

Redação ATO

20 out 2026, 11:49/3 min de leitura

Anvisa manda apreender lotes de remédio contra câncer por suspeita de falsificação
Anvisa proibiu venda, distribuição e uso de dois lotes do imunoterápico (Foto: Pexels)

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou a apreensão de dois lotes do Keytruda (pembrolizumabe), um dos principais medicamentos de imunoterapia contra o câncer no mundo. A decisão foi publicada no Diário Oficial da União nesta segunda-feira (19), e a suspeita é de falsificação.

Quais lotes foram atingidos

A medida vale para os lotes Z005197 e Z012354, na apresentação de 100 mg/4 mL. Além da apreensão, a resolução proíbe a comercialização, a distribuição e o uso dessas unidades em todo o país.

Segundo a Anvisa, quem identificou o problema foi a própria Merck Sharp & Dohme (MSD), responsável pelo registro do remédio no Brasil. A empresa encontrou no mercado unidades desses lotes com características diferentes das do produto original.

Por que o caso é grave

O Keytruda é usado no tratamento de vários tipos de câncer, como melanoma, câncer de pulmão e linfoma de Hodgkin. Ele age estimulando o sistema imunológico a reconhecer e atacar as células tumorais. É também um medicamento caro, o que o torna alvo frequente de falsificadores.

Para o paciente, um frasco falso pode significar receber uma substância sem efeito ou até contaminada, interrompendo um tratamento em que o tempo faz diferença.

Não é a primeira vez. Ao longo de 2025 e do primeiro semestre de 2026, a Anvisa já havia emitido alertas sobre outras falsificações do Keytruda no Brasil. Na mesma edição do Diário Oficial, a agência também mandou apreender um lote falsificado do Dysport, toxina botulínica usada como neuromodulador.

O que fazer

Quem faz tratamento com Keytruda pode confirmar o número do lote com o hospital, a clínica ou a farmácia responsável pela aplicação. Se o lote for um dos citados, a orientação é não usar e falar com o médico antes de qualquer decisão sobre o tratamento. Suspeitas de medicamentos irregulares podem ser comunicadas à Anvisa pelos canais oficiais da agência.

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